Percebemos a ignorância e a desinformação em forma de preconceito quando é mostrado pela mídia os sotaques nordestinos. Constatamos que na maioria das vezes os atores e atrizes ( falamos das novelas ) nem se dão ao trabalho de pesquisar e aparecem com um sotaque não - sei - de - onde; e quando representam personagens pernambucanos em vez de falarem o nosso tão querido "oxenti" dizem "oxentche" (bem sulista), sem falar nos inúmeros "visse", esses cansam.
Certamente, todos os brasileiros das mais diferentes regiões podem ser identificados pelo seu dialeto ou sotaque; e viva a essa pluralidade pois são parte da identidade cultural dos povos! Abaixo a esse paradigma paulista e carioca de falar (nada contra) implantado pela televisão.
Temos orgulho do nosso jeito de falar, nordestino.
Vejamos alguns dos nossos dialetos:
Abusar – Perturbar, passar dos limites,ser idiota
Alpercata - Sandália de couro cru
Alvoroçado - Apressado, estabanado
Amostrado - Exibido
Amuado - Acuado; aborrecido
Aperriado – Aflito, irritado
Aprochegar - Aproximar-se; se enturmar.
Arenga - Briga
Arretado – De boa qualidade, excelente
Arretar - aborrecer
Avacalhar – Esculhambar; ironizar
Avexar - Apressar
Bicado - Embriagado
Bexiga – Coisa ruim; situação complicada
Bizu - Cola de prova; fraude em vestibular
Bregueço - Objeto sem valor, despresível
Cabra - Homem
Cabuloso – Chato; desagradável
Catinga – Mau-cheiro
Farrapar – Não cumprir, falhar
Frouxo - Medroso
Fuleiro – Usa-se para classificar objeto/pessoa sem valor
Fuleragem – Atitude desprezível
Gréia – Zombaria, gozação
Jabá – Propina; qualquer comida sem muito preparo, grosseira
Lábia – Habilidade para enganar
Lambedor – Xarope caseiro
Lapa – Grande
Lapada – Dose (Normalmente de cachaça);Forte pancada
Leso – Bobo; Pessoa esperta que se faz de boba para levar vantagem
Massa - Coisa boa, agradável
Oitão - Corredor lateral entre a casa e o muro do quintal
Ôxe – Exclamação de surpresa
Pé-de-cana - Cachaceiro (as vezes ultilizado também como "cu-de-cana")
Pedir penico - Fracassar, desistir
Pitoco – Coisa ou pessoa pequena (também utiliza-se "cotoco"); Botão
Se abrir - 1. Achar graça
Se aprochegue - Venhra pra cá; chegue mais perto
Troço – Objeto pessoal; coisa vôte = vou te esconjurar, vou te amaldiçoar
ixi Maria = interjeição de espanto, contraindo o termo Virgem Maria
Vôte – Interjeição de espanto
Xodó – Namoro; paquera
Xilindró – Presídio
Zuada - 1. Barulho; 2. Confusão
Expressões:
Capar o gato: 1. Fugir, dar no pé, rapar, no CE e na BA: “Juvenal acabou o namoro e capou o gato rapidinho.” 2. Sair, ir embora: “A conversa está muito boa mas está na hora de capar o gato e ir para casa...”
Comer insosso e beber salgado: O mesmo que comer da banda podre, pegar a pior parte.
De caju em caju: Aqui e ali, uma vez ou outra, na BA: “Não era hábito dele, nem gostava mesmo de beber, no máximo um vermute ou uma cerveja de caju em caju, mas Deoquinha entornou dois copos daquele assobio-de-cobra como quem toma dois goles d’água (...).” Miséria e grandeza do amor de Benedita, João Ubaldo Ribeiro.
Na rosca da venta: Cara a cara, face a face, testa a testa.
Pegar-o-boi: Na BA é levar vantagem, fazer um bom negócio.Samangar: Fazer nada, viver no ócio, vagabundar
Certamente, todos os brasileiros das mais diferentes regiões podem ser identificados pelo seu dialeto ou sotaque; e viva a essa pluralidade pois são parte da identidade cultural dos povos! Abaixo a esse paradigma paulista e carioca de falar (nada contra) implantado pela televisão.
Temos orgulho do nosso jeito de falar, nordestino.
Vejamos alguns dos nossos dialetos:
Abusar – Perturbar, passar dos limites,ser idiota
Alpercata - Sandália de couro cru
Alvoroçado - Apressado, estabanado
Amostrado - Exibido
Amuado - Acuado; aborrecido
Aperriado – Aflito, irritado
Aprochegar - Aproximar-se; se enturmar.
Arenga - Briga
Arretado – De boa qualidade, excelente
Arretar - aborrecer
Avacalhar – Esculhambar; ironizar
Avexar - Apressar
Bicado - Embriagado
Bexiga – Coisa ruim; situação complicada
Bizu - Cola de prova; fraude em vestibular
Bregueço - Objeto sem valor, despresível
Cabra - Homem
Cabuloso – Chato; desagradável
Catinga – Mau-cheiro
Farrapar – Não cumprir, falhar
Frouxo - Medroso
Fuleiro – Usa-se para classificar objeto/pessoa sem valor
Fuleragem – Atitude desprezível
Gréia – Zombaria, gozação
Jabá – Propina; qualquer comida sem muito preparo, grosseira
Lábia – Habilidade para enganar
Lambedor – Xarope caseiro
Lapa – Grande
Lapada – Dose (Normalmente de cachaça);Forte pancada
Leso – Bobo; Pessoa esperta que se faz de boba para levar vantagem
Massa - Coisa boa, agradável
Oitão - Corredor lateral entre a casa e o muro do quintal
Ôxe – Exclamação de surpresa
Pé-de-cana - Cachaceiro (as vezes ultilizado também como "cu-de-cana")
Pedir penico - Fracassar, desistir
Pitoco – Coisa ou pessoa pequena (também utiliza-se "cotoco"); Botão
Se abrir - 1. Achar graça
Se aprochegue - Venhra pra cá; chegue mais perto
Troço – Objeto pessoal; coisa vôte = vou te esconjurar, vou te amaldiçoar
ixi Maria = interjeição de espanto, contraindo o termo Virgem Maria
Vôte – Interjeição de espanto
Xodó – Namoro; paquera
Xilindró – Presídio
Zuada - 1. Barulho; 2. Confusão
Expressões:
Capar o gato: 1. Fugir, dar no pé, rapar, no CE e na BA: “Juvenal acabou o namoro e capou o gato rapidinho.” 2. Sair, ir embora: “A conversa está muito boa mas está na hora de capar o gato e ir para casa...”
Comer insosso e beber salgado: O mesmo que comer da banda podre, pegar a pior parte.
De caju em caju: Aqui e ali, uma vez ou outra, na BA: “Não era hábito dele, nem gostava mesmo de beber, no máximo um vermute ou uma cerveja de caju em caju, mas Deoquinha entornou dois copos daquele assobio-de-cobra como quem toma dois goles d’água (...).” Miséria e grandeza do amor de Benedita, João Ubaldo Ribeiro.
Na rosca da venta: Cara a cara, face a face, testa a testa.
Pegar-o-boi: Na BA é levar vantagem, fazer um bom negócio.Samangar: Fazer nada, viver no ócio, vagabundar

Joselice,
ResponderExcluiresse preconceito lingüístico me parece uma falta de elucidação suficientemente capaz de diferenciar alho de bugalho. O dialeto, bem como o sotaque vem como maneia própria de identidade e, se sujeitos não são capazes de reconhecer essa vertente, inevitavelmente demonstram pouca erudição. Não está em voga a totalidade do nortestinês, como você cita, mas a marginalidade que se forma por pessoas de outras culturas a ele.
Externo, pois meu apreço aos dialetos todos e confesso ser demasiadamente apaixonado pelo meu. Amo falar visse, oxente, pera - palavras que confirmam ainda mais minha origem.
Parabéns pelo artigo! [ Anderson Frasão]
Esse tipo de preconceito com o sotaque nordestino é percebido em muitas outras regiões brasileiras não tão somente por paulistas e cariocas.Mas,realmente a mídia abusa do nosso dialeto e o pior, de maneira errônia,o que acarreta uma grande desvalorição do nosso falar.Sem falar que alguns nordestinos contribuem para esse fato.
ResponderExcluirJô,
ResponderExcluirexistem muitos pontos em nossa maneira de falar (pois eu sou nordestino, cabra da peste), que as outras regiões julgam erroneamente, como no caso de: assubir, alevantar etc. Não entendem que se trata do português arcaico, em desuso, nem por isso "errado".
rrrrrr,,, amei querida,,, levantemos a bandeira mesmo!!! Acho ridículo esse jeito errônio dos "S"sds falarem, imitação barata do nosso querido nordestinês. Precisamos dar algumas aulinha para ele antes que vire bagunça.
ResponderExcluirMuito boa sua matéria, parabéns, leve esta reflexão para as aulas de língua, serviria para trabalhar as variações e a importância delas. Divulgue seu blog com seus colegas e continue interagindo.
ResponderExcluirAbraços - Prof. Ecia Mônica